
Falar sobre superproteção é sempre muito complicado porque a mãe que superprotege seu filho o faz como prova de todo o seu amor e dedicação. Muitas vezes a mãe abre mão de si mesma para proteger o filho e não percebe que com isso está prejudicando a ela e ao filho. É certo que é dever dos pais protegerem os filhos, porém o excesso de proteção pode vir a prejudicar inclusive o seu desenvolvimento.
Há criança que na fase do engatinhar não é estimulada a isso para que não tenha contato com o chão por causa dos micróbios. É claro que não estou falando de um chão imundo como a calçada ou mesmo o chão de uma rodoviária, mas sim o chão da própria casa. Também não vai para o chão para evitar que caia e se machuque. Este tipo de superproteção acaba retardando o andar, pois ela não se exercita.
O mesmo acontece quando a criança aponta para os objetos e os pais lhe entregam imediatamente. Se a criança quer água e aponta para o filtro ganha a água e assim por diante. Esta é uma criança que vai demorar muito para falar.
Esta superproteção acaba deixando a criança numa situação confortável onde ela não precisa fazer nada para obter o que precisa. Ela irá crescer achando que o mundo gira todo em torno de si mesma sendo poupada de vivenciar toda e qualquer dificuldade. Também será uma criança que não aceitará um NÃO e toda vez que encontrar uma dificuldade irá se revoltar porque não saberá resolver e acabará se tornando uma criança insegura.
Os pais têm que ter consciência de que nem sempre estarão ao lado do filho para satisfazer suas vontades e necessidades. É muito importante que desde cedo a criança seja estimulada a romper suas próprias barreiras. Somente assim aprenderá a ter autonomia.
Pais superprotetores acabam sufocando seus filhos, tirando toda a liberdade de ação do filho e interferindo, inclusive, no seu livre arbítrio.
Pais superprotetores acabam sendo sistemáticos e vendo perigo em todos os cantos. Com isso acabam tolhendo os filhos tornando-os adultos medrosos com receio de enfrentar o mundo, e acabam se tornando escravos dos filhos.
A melhor receita é o meio termo: nem muito protetor e nem muito largado.
Este texto foi originalmente publicado no site Mãe com Filhos.
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